terça-feira, 20 de setembro de 2016

O emergir do Estado Neoliberal -- Uma breve literatura

Durante 30 o Capitalismo passou por seus anos de ouro (pós segunda guerra/70). A onda louca do capital se estabilizou, foi possível uma coalizão entre Capital e Trabalho. No entanto, o sucesso do Estado keynesiano foi demolido devido à crise estrutural do capital que se intensificou com a chegada dos anos 70.

As taxas lucro dos países imperialistas começaram a cair, para muitos o Estado estava pesado e para isso seria necessário abolir todo cunho que trazia o Estado keynesiano; não seria necessário um Estado totalmente ausente, mas sim mínimo, onde o mesmo trabalhasse de maneira maximizada para o capital e minimizada para a classe trabalhadora. Desse modo, o Estado neoliberal entra com o intuito de cortas gastos e "regalias" que contemplassem a classe trabalhadora.

A política de pleno emprego, característica forte do Estado keynesiano, é derrubada dando espaço para uma normalização do desemprego, todavia, aliado a essa ideia de naturalização do desemprego, vem a produção flexível, que substituirá o fordismo pelo toyotismo, fragilizando os vínculos empregatícios bem como a classe trabalhadora em sua ontologia a tornando a classe que vive do trabalho, como ratifica Antunes em muitos de sus textos. Diante disso, cortes, desmontes de políticas públicas, direitos entre outros fatores que protegiam a classe trabalhadora são usurpados, tudo para enrijecer a manutenção do status quo.

A nível mundial, o fim do Estado de bem-estar social foi sentido na pele daqueles que produziam, de políticas desmercadorizantes e universais, passaram a ser fomentadas políticas de cunho focalizado, vislumbrando a pobreza e a extrema pobreza. Além disso, foi espraiada a ideologia de que tudo que fora estatal é ineficiente, desse modo, era preciso a intervenção privatista para um melhor funcionamento, catalisando assim o enfraquecimento do Estado, bem como uma cultura antiestado beneficiando de forma direta a iniciativa privada.

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