Durante
30 o Capitalismo passou por seus anos de ouro (pós segunda guerra/70). A onda
louca do capital se estabilizou, foi possível uma coalizão entre Capital e
Trabalho. No entanto, o sucesso do Estado keynesiano foi demolido devido à
crise estrutural do capital que se intensificou com a chegada dos anos 70.
As
taxas lucro dos países imperialistas começaram a cair, para muitos o Estado
estava pesado e para isso seria necessário abolir todo cunho que trazia o
Estado keynesiano; não seria necessário um Estado totalmente ausente, mas sim
mínimo, onde o mesmo trabalhasse de maneira maximizada para o capital e
minimizada para a classe trabalhadora. Desse modo, o Estado neoliberal entra
com o intuito de cortas gastos e "regalias" que contemplassem a classe
trabalhadora.
A
política de pleno emprego, característica forte do Estado keynesiano, é
derrubada dando espaço para uma normalização do desemprego, todavia, aliado a
essa ideia de naturalização do desemprego, vem a produção flexível, que
substituirá o fordismo pelo toyotismo, fragilizando os vínculos empregatícios
bem como a classe trabalhadora em sua ontologia a tornando a classe que vive do
trabalho, como ratifica Antunes em muitos de sus textos. Diante disso, cortes,
desmontes de políticas públicas, direitos entre outros fatores que protegiam a
classe trabalhadora são usurpados, tudo para enrijecer a manutenção do status quo.
A
nível mundial, o fim do Estado de bem-estar social foi sentido na pele daqueles
que produziam, de políticas desmercadorizantes e
universais, passaram a ser fomentadas políticas de cunho focalizado,
vislumbrando a pobreza e a extrema pobreza. Além disso, foi espraiada a
ideologia de que tudo que fora estatal é ineficiente, desse modo, era preciso a
intervenção privatista para um melhor funcionamento, catalisando assim o
enfraquecimento do Estado, bem como uma cultura antiestado beneficiando de forma direta a iniciativa privada.